segunda-feira, 16 de junho de 2014

Alimentação Infantil


O papel dos jardins-de-infância nos hábitos alimentares das crianças e a prevenção através da alimentação.

A Direcção-Geral da Saúde disponibiliza o "Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins de Infância". Destina-se aos educadores de infância e ao pessoal directamente envolvido na preparação e fornecimento de alimentação às crianças.


Este manual contém informação básica sobre alimentação saudável da criança em idade pré-escolar, designadamente:


  • Importância da educação alimentar e seus objectivos;

  • Alimentação e nutrição;

  • Grupos dos alimentos;

  • Necessidades nutricionais da criança em idade pré-escolar;

  • Distribuição das refeições;

  • Regras de higiene na preparação das refeições.



Para além de uma necessidade fundamental, a alimentação é um dos factores do ambiente que mais afectam a saúde. Já não basta ter acesso a bens alimentares. É necessário "saber comer" - saber escolher os alimentos de forma e em quantidades adequadas às necessidades diárias, ao longo de diferentes fases da vida.


Se, por um lado, muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os primeiros anos de vida, por outro, uma alimentação saudável durante a infância é essencial para um normal desenvolvimento e crescimento, bem como na prevenção de problemas de saúde ligados à alimentação.


O papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é inquestionável, mas a escola, e em especial o jardim-de-infância, assume uma particular importância. 

domingo, 15 de junho de 2014

Alimentação saudável para quê?

Alimentação saudável para quê?

Uma alimentação equilibrada é um dos princípios básicos para uma vida saudável. Comer saudavelmente contribui para o bem-estar e ajuda a prevenir doenças crónico-degenerativas. O tabagismo, o stress, o sedentarismo, a ingestão excessiva de álcool e uma alimentação errada com grande quantidade de gordura, açúcar e pobre em fibras, são factores que propiciam o desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, obesidade, colesterol e triglicerídeos elevados, e a diabetes, todos eles principais factores de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular. 


Dicas para uma boa alimentação

Uma alimentação adequada obtém-se pelo equilíbrio entre as porções ingeridas de cada grupo de alimentos, tal como sugerido pela Roda dos Alimentos. O grupo dos cereais e tubérculos, fornecedor de hidratos de carbono é o que mais deve contribuir para o total calórico ingerido, dando a preferência para os completos (integrais), mas sobretudo variando entre eles. 

O grupo dos hortícolas deve estar presente em abundância nas duas refeições, tanto na sopa como no acompanhamento do prato; a sopa de legumes com adição de leguminosas deve ser o prato principal e/ou único a uma delas. 

A fruta deve ser variada ao longo do dia, e para a maioria dos indivíduos três peças de fruta são suficientes. Os lacticínios, fornecedores de cálcio e magnésio devem ser ingeridos entre 500 a 750 ml / dia, dando a preferência aos meio-gordos ou até magros. 

Do grupo do pescado, da carne e dos ovos é suficiente uma pequena porção e bastando a uma das refeições. Em relação à gordura adicionada deve ser azeite e em quantidades modestas.


Deve ser dada a preferência a alimentos naturais, naturalmente ricos em nutrimentos reguladores como as vitaminas, os sais minerais e as fibras. Os nutrimentos adicionados aos alimentos processados, com o objectivo de os enriquecer, são menos aproveitados do que os que se encontram nos alimentos naturais e essenciais.

O modo de confeccionar os alimentos deve ser variado de modo que os torne saborosos, mas sem grande adição de sal ou gordura, de modo a conservar o sabor próprio de cada alimento e a proporcionar uma digestão fácil.

Os alimentos devem ser distribuídos por cinco a seis refeições, de pequeno volume mas variadas e não repetidas. O valor energético ingerido deve ser adequado às características biológicas, às necessidades das fases sucessivas do ciclo de vida e à actividade física. 

O consumo abusivo de bebidas alcoólicas, de alimentos engordurados ou açucarados, e a escassez de consumo de hortícolas, frutos e mesmo de leite e seus derivados são alguns dos principais erros na alimentação dos portugueses. Por outro lado, o grande volume de comida ingerido às poucas refeições que são feitas leva a um desequilíbrio nutricional e metabólico do organismo.

É sempre importante lembrar que a negligência com a saúde leva ao detrimento das funções orgânicas. Cuidados como praticar exercício físico e ter bons hábitos alimentares contribuem para viver melhor os anos futuros.

Os alimentos devem ser distribuídos por cinco a seis refeições, de pequeno volume mas variadas e não repetidas.